O programa Trilhas da Educação, exibido pela Rádio MEC, traz uma
ideia que auxilia no aprendizado de matemática e ainda resgata o ensinar
inclusivo. Rafael Pontes, de 38 anos, leciona no curso de ciências da
computação na Universidade Federal do Amapá.
Em sua trajetória como pesquisador, ele sempre pensou em formas de
promover e facilitar o ensino da matemática também em grupos inclusivos,
beneficiando crianças, por exemplo, com síndrome de Down.
E foi
durante as pesquisas de mestrado e doutorado que um projeto ganhou
força: a construção de um software que não só ajudasse os professores em
sala de aula, como também os alunos, melhorando o desenvolvimento deles ainda
na educação infantil. “O intuito era entender as potencialidades das crianças e
auxiliar os professores para o ensino da criança com essa síndrome a estimular
a coordenação motora, o desenvolvimento cognitivo, a linguagem da matemática e
a interação na sala de aula”, explica Pontes. “E o software se mostrou um
instrumento eficaz com qualquer criança, inclusive com as com síndrome de Down
e outras síndromes. ”
Chamado
de “Papado”, o software é gratuito e pode ser usado pelos alunos em sala de
aula e em casa, com a ajuda do pais. “É uma ferramenta simples feita em flash e
contém exatamente aquelas atividades de matemática do ensino médio do ensino
fundamental”, conta o professor.
Rafael
dá detalhes do desempenho que observou ao longo da pesquisa: “No caso da
síndrome de Down, o software superou as minhas expectativas. Até no apoio, a
coordenação motora ele foi importante. O aluno interagia com o software
por meio do mouse. Então, quando ele conseguia se apropriar do uso do mouse, já
era um grande avanço no seu desenvolvimento cognitivo e motor”.
Jogo – O aplicativo se assemelha a um jogo interativo, característica
que, segundo Rafael, deixa o aprendizado mais lúdico. “É possível gostar de
matemática quando ela é ensinada de forma mais atrativa”, destaca. “Isso
permite ao aluno interagir com o professor.
Quando
ele acerta, o professor aplaude; quando ele erra, emite-se um som de estímulo
para que ele tente novamente. Isso dá uma sensação de pertencimento. ”
Planejando
atender toda a rede pública de ensino fundamental do estado do Amapá, Rafael
conversou com outros professores e alunos durante a pesquisa, testando e
validando a aplicação do projeto ao longo do período de experiência. “Os
professores usaram o aplicativo dentro do laboratório, com computador e
Datashow, e projetaram em sala de aula”, conta. “A ideia é exatamente essa,
conhecer as dificuldades dos professores e desenvolver soluções tecnológicas
para apoia-los em sala de aula. ”
A
tecnologia faz parte do banco de objetos educacionais do MEC e pode ser baixada
gratuitamente, no endereço http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/.

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