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No AP, professor cria biblioteca em parada de ônibus para distrair passageiros



Passageiros de transportes coletivos da Zona Sul de Macapá se surpreendem ao se deparar com uma biblioteca na parada de ônibus localizada na Rua Doutor Braulino, no bairro Universidade. O projeto intitulado “Ler é pai d’égua” busca incentivar a leitura e proporcionar conforto à população. A ideia partiu do professor de ciências da computação, Rafael Pontes Lima. Ele conta que o projeto surgiu quando construía uma vila de kitnets em homenagem aos pais Elza Pontes e Francisco Lima.

(Foto: Jorge Abreu/G1)


A palavra “Pai D’égua” é uma expressão típica regional. O nome foi escolhido pelo educador para também dar destaque à cultura local. A biblioteca fica localizada em frente a vila e o espaço ganhou bancos e cobertura, tudo construído com materiais reciclados. Os passageiros podem levar ou emprestar os livros, revistas e jornais, assim como colaborar com o acervo, que é disponível gratuitamente.


“A gente construiu os bancos e as prateleiras com madeiras recicladas e resto de obra. A ideia era levar um pouco mais de leitura, conhecimento e também de aconchego para quem espera pelo ônibus”, explicou.


O professor faz uma campanha nas redes sociais para arrecadar ainda mais livros. Para ele, a doação de qualquer material de leitura é importante para o prosseguimento do projeto. Além disso, o espaço pode ajudar escritores e artistas que buscam divulgação do trabalho pessoal.

Usuário podem se distrair enquanto aguardam o ônibus na parada 
(Foto: Jorge Abreu/G1)



“O livro é um negócio que a gente tem ciúmes, mas devemos dar vida a ele. É algo que tem que se movimentar, passar conhecimentos, levar ideias e realizações. Nossa meta é essa, ter um projeto colaborativo”, disse.



Lançado oficialmente no sábado (7) a biblioteca já conta com opções na prateleira. Rafael quer que mais gente se inspire a desenvolver projeto similar em outros espaços da cidade.

“Desde o lançamento da biblioteca muitas pessoas me ligaram, passaram por aqui e fizeram suas doações. Elas comentaram que querem levar a ideia também para seus bairros e até para outros municípios”, finalizou o professor.

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